domingo, 27 de fevereiro de 2011

CRÍTICOS QUE SÃO "CRÍTICOS"

Troquem por favor no seguinte texto a palavra California por Portugal e vinhos californianos por vinhos portugueses. Imaginem um critico português escrever o que lá está no 25 ª aniversário da Revista de Vinhos.

O que aconteceria a esse crítico. Em quantas postas ele seria “fatiado” ?


"A Califórnia tem 800 vinícolas, mas menos de 100 produzem vinhos de classe internacional, embora pratiquem preços de vinhos de classe internacional, esquecendo-se dos diversos graus de mediocridade e insipidez de seus produtos.

Os vinhos californianos têm vários problemas: "preços absurdamente altos, pobreza e diluição, uso excessivo de carvalho, falta de equilíbrio devido a excesso de acidez ou de álcool, exacerbado pela ausência de frutas e corpo, e, o pior pecado de todos, são assustadoramente enfadonhos".

Os vinhos californianos, "não devem estar ligados à delicadeza e refinamento, como os de Bordeaux, mas à potência, exuberância e gloriosa fruta madura".

Essas características justificam a alta graduação alcoólica dos vinhos californianos. Nenhum consumidor deve ater-se à quantidade de álcool, se tudo estiver combinado de forma equilibrada.

A uva "zinfandel", tipicamente americana, pode originar vinhos deliciosos e intensos, se o rendimento das parreiras for baixo e as vinhas forem velhas, mas não é uma variedade nobre e nem pode pretender ser."

ROBERT PARKER na edição nº 150 da "Wine Advocate", comemorativa dos 25 anos dessa publicação.


Ficou explicada a função pedagógica da crítica. Ainda pensam que há críticos de vinho em Portugal ?


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