quinta-feira, 10 de março de 2011

É o fim ; a geração à rasca que nos vai lixar

Provavelmente muitos dezenas de milhares de jovens vão desfilar amanhã dia 12 protestando contra a actual situação do país e da falta de oportunidades que se lhes deparam.

Nada disto seria grave não fosse a descarada e inqualificável colagem do actual presidente da república, o arquitecto mor da actual conjuntura económica, aos jovens de Portugal, no seu discurso de tomada de posse, legitimando de forma inqualificável muitos dos protestos que por aí andam.

Os jovens dizem-se cheios de potencial e a geração mais bem preparada de Portugal. Apesar disso, dizem ser mal, pagos, não ter estabilidade no emprego e inseguros quanto ao seu futuro.

Afirmam, para meu espanto, que se "esforçam diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida".

Em bom português, chegaram agora à vida activa e querem, já, um emprego vitalício na função pública.

São o melhor produto da "ilusão" cavaquista e da irresponsabilidade "guterriana" continuada pelos delfins Barroso e Sócrates.

Estes jovens não querem o que todos os jovens dignos desse nome querem; ser livres para constituir empresas e implementar ideias, fazer coisas impensáveis para os outros, coisas de uma ambição desmedida e de uma criatividade sem limites. Numa palavra estes jovens não querem risco, característica necessária a todas as novas gerações que noutros tempos mudaram as coisas para melhor.

Estes jovens não querem construir o seu futuro, querem já, aos vinte anos, garanti-lo. São um espelho fiel da actual classe politica que mal chega ao poder pensa só numa coisa; perpétua-lo e rodear-se de mordomias ad eternum.

Ao contrário do que seria espectável num país com futuro, estes jovens não querem a cabeça de Sócrates, nem atirar com os políticos aos leões. Estes jovens não querem partir os carros todos que encontrarem na rua, incendiar as esquadras de polícia, depor o poder e assumi-lo.

Querem apenas e só, "um tacho".

Como não é possível expulsar estes jovens do país estamos pois lixados. Portugal está lixado.

Ao fim de quase novecentos anos de história este pequeno povo da Ibéria que foi o único que conseguiu libertar-se de Castela e ser independente da hegemonia espanhola, que conquistou cada nesga de território continental a matar mouros à naifada, que se meteu pelo mar desconhecido em minúsculas caravelas dando novos mundos ao mundo e o pontapé de saída para a globalização, oferecendo e impondo a sua língua e cultura a muitos países do globo, esse pequeno grande povo da Ibéria, vê-se hoje reduzido a um grupelho de tetranetos, dos bisnetos, dos netos, dos Velhos do Restelo.

É a manifestação do mais defeituoso ADN lusitano. É o Portugal pequenino e mesquinho, medroso e subserviente que só pensa numa vida sem chatices, à espera de uma velhice tranquila. Se dependesse de gente assim, nunca Portugal teria, sequer, nascido.

Esta gente é o fim de Portugal.

A todos aqueles que não foram contaminados por este má formação genética lusitana e ainda acalentam esperança e vontade de fazer coisas, só resta uma solução, se for dada razão a esta gente que não passa de "jovens muito Velhos do Restelo" ; fazer as malas e ir embora.


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